Sou chorona mesmo

Na aula de dança de salão a gente tá aprendendo a dançar gafieira. Delícia pura. Sambas em cadência de pagode, muito Martinho da Vila, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. Ai, ai… me acabo, é claro, me acabo!

Na onda da aula, resolvi baixar uns sambinhas – hahahaha… toda vez que uso a palavra “sambinha”, me lembro da imitação que o José de Vasconcelos faz do Ary Barroso comandando um programa de calouros; quando um dos candidatos chega dizendo que vai cantar um “sambinha”, Ary Barroso tem um enorme piti-pelanca… hilário! – e achei muita coisa boa.

Tem Ney Matogrosso e Elza Soares cantando ‘Vai ter que rebolar’. Tem Alcione e Emilio Santiago cantando ‘Flor de Liz’. Tem Jorge Aragão e Martinho da Vila cantando ‘Casa de Bamba’. Fiquei até de madrugada baixando música e sambando igual doida, com fone de ouvido pra não acordar o povo da casa.

Ontem, quando cheguei da aula de dança, ainda estava embalada por sambas. Mas com sono, cansada. Resolvi ouvir as músicas que baixei no MP3, já deitada na cama.

Ai, Deus! Olha… ouvir a Alcione é receita certa pra cair no choro.  Não porque a letra da música é triste ou coisa parecida. É porque a mulher tem uma voz muito linda! Caraca! É uma coisa impressionante, como alguém pode ter uma voz dessas?

Tá… é gosto, sei disso, cada um tem o seu. Mas, putz… ninguém pode negar que o timbre e a potência da voz da mulher é um abuso. Aí eu choro, porque todo mundo que faz coisa bonita e talentosa me comove.

Acho que já falei aqui que tenho, num CD, um forró em que  Sivuca faz um solo de sanfona que me deixa em prantos, porque é lindo, porque é talento puro, porque é perfeito. Brega que só, vou aos soluços fácil fácil ouvindo Montserrat Caballé naquela música que ela canta com o Freddie Mercury. Que voz linda! Que jeito de cantar emocionado!

Quando estive em Manaus, assisti o show do Thiago de Mello. Lindíssimo! Gente, ainda bem que estava escuro, porque em vários momentos as lágrimas simplesmente caíam e eu morrendo de vergonha porque, afinal, a Rô e Evinha mal me conheciam. Espero que elas nem tenham percebido isso… hehehehe.

Tudo bem, sou muito normal não. Também choro com comercial de margarina, daqueles em que pais e filhos são  unidos e felizes, comendo pão com margarina e sorrindo o tempo todo um pro outro. Ah! E, o que já virou  piada interna da família, já chorei em vários episódios dos Simpsons.

Pois é.

Publicado em:  on 1 Março - 2007 at 5:00 pm Comentários (19)