Uma vez estava conversando com Trotta sobre comentários no blog. Ele falava que, apesar de não querer condicionar a existência do blog ao número de comentários recebidos, não conseguia deixar de se inquietar com a falta deles, principalmente quando preparava um post com carinho, caprichando na pesquisa, estruturando um texto o mais perto possível do excelente.
Acho que isso é assim pra todo blogueiro, não é? Quantas vezes escrevo alguma coisa com o máximo de cuidado, procurando palavras, buscando a maior clareza possível. Leio, acho ótimo e publico, imaginando que vai chover comentários na caixinha. E… puf… quase nada…
A sorte é que o contrário também é verdadeiro. Às vezes posto um treco que nem dá pra classificar como texto e logo esse post é comentado pra caramba.
Mas, alguns são mais ansiosos com isso. Tem uma moça que visita um blog que também gosto de ler e que sempre termina os comentários dela com a frase “vai lá no meu blog e deixa um comentário”. Parece até coisa de auto-texto.
Ai, um dia desses, li no blog do Alex Castro uma coisa que me soou perfeita. Basicamente, ele falava que não adianta reclamar da falta de comentários. Se a gente quer comentários, o lance é procurar escrever de forma interessante, de forma que motive o outro a comentar.
Entretanto, ele fala ainda que pouco comentário não quer dizer que o blog não é lido ou não é apreciado. E dá o exemplo de seu próprio blog. Ele recebe uma média de 700 visitas diárias – é gente, 700 mesmo, o cara é acessado pacas – mas a média de comentários não passa de 40. Daí dá pra ver que a parcela do povo que chega a comentar é minúscula, não é?
Puzé… já tem um tempinho que relaxei com isso. Vou escrevendo o que dá vontade (ou deixando de escrever, como foi o caso do post passado) e meus miguxos comentam quando dá vontade também. Sempre pinga alguma coisa pra me deixar contente. E, tem vezes, o pessoal comenta pacas, fico até impressionada. O blog é meu lazer, minha distração e me dá muito prazer. O dia que enjoar, aí pronto, não escrevo mais.
