Cada um com seu cada um

Ontem eu estava muito triste. Muito. Horrível. As razões pouco importam agora, pois a tristeza já passou.

Tentei algumas coisas pra me distrair. Por exemplo, fiz uma faxina mezzo pesada aqui em casa. Joguei fora coisas velhas, furadas, gastas. Depois disso, fiquei quase que a tarde toda on line, lendo blog, conversando no MSN.

Mas a angústia não passava. E um telefonema na hora do almoço só serviu para piorar tudo. Ai, ai… patrãozinho e Pogodom tiveram que aturar uma mala sem alça… valeu, meus lindos.

Mais à noite, recebi a visita de duas amigas. Amigas-irmãs, que sabem que jamais pediria ajuda – porque sou uma idiota – mas que eu precisava desesperadamente delas duas naquela hora perto de mim. Deus do céu, pessoas assim são uma benção sem tamanho. Não falaram nada além de amenidades. Fizeram toda a diferença.

De madrugada foi a hora da falta de sono e do choro. Chorar é bom. Já falei que, por vezes, choro na frente do espelho do banheiro vendo como sou feia? Pois é… chorei bastante, fiquei menos sufocada, deitei e dormi.

Tem um problema? Durma sobre ele! É isso que dizem os gringos. Dormir é reparador em sentido emocional também, né? É. Acordei bem. Conversei. Esclareci algumas coisas.

Então, escrevo aqui agora só pra documentar o processo. Engraçado isso. Tanta coisa em tão pouco tempo! Não, não… não tá tudo bem. Mas nunca está, não é mesmo? Só que não estou mais triste. E pronta pra encarar o que estiver pela frente.

É clichê? É, claro que é! Expressões clichê explicam muita coisa. E é pra isso que existem os clichês.

Ps – esqueci de mencionar que fez parte do meu processo de ‘desentristecimento’ detonar um pacote inteiro de biscoito da vaquinha com dois copões de leite gelado. Da próxima vez, prometo que substituirei isso por essa dica aqui.

Publicado em:  on 5 Janeiro - 2008 at 10:29 pm Comentários (12)
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