- Agora tenho um bloquinho de papel que fica na minha bolsa o tempo todo, pra mó di anotar as idéias que vão aparecendo e, depois, transformá-las em textos pro blog.
- Vai vendo…
- Tem já alguns rabiscos. Por exemplo, anotei que preciso contar de uma mulé muito chata que apareceu com o marido na aula de dança.
- Também anotei: “meu vazio cultural”. Isso é um assunto sobre o qual preciso mesmo escrever aqui.
- Outra coisa importante anotada: explicar porque gosto de Clarice Lispector.
- É que eu tinha esquecido o motivo.
- Aí, outro dia a Lu me perguntou se eu gostava de Clarice Lispector. Aí eu disse que gostava. Aí ela disse que não gostava. Aí a conversa morreu, porque eu não sabia dizer o motivo de eu gostar de Clarice Lispector.
- É porque li alguns contos dela quando adolescente… sabia que gostava, a leitura foi muito prazeroza, mas esqueci.
- Hoje li um livro dela, o que me fez ver que realmente gosto de Clarice Lispector.
- Então vou escrever sobre isso qualquer dia.
- Ah! E essa meditação sobre a Clarice me fez lembrar do meu vazio cultural.
- Uma lacuna temporal que tenho… é engraçado.
- Quer dizer… não é engraçado no sentido de ser hilário, uma coisa pra rir. É engraçado porque é estranho.
- Igual quando a gente vê uma coisa bizarra e fala “que engraçado…”, com um ar meio de perplexidade.
- Bom… vou pra dança, aturar a mulé chata. Beijins!!!
