Cometi orkuticídio em novembro do ano passado. Eu acho. Me aborreci com algumas assombrações que apareceram, pessoas que me acharam pelo orkut, e resolvi deletar minha conta. E não sinto a menor falta.
Tudo bem que eu já quase não acessava o orkut mesmo. Pra não deixar o scrapbook às moscas, habilitei a paradinha de receber aviso por email quando deixavam novos recados e só entrava no dito cujo pra responder – ou deletar – quem ainda insistia em me contatar por ali. Não visitava comunidade nenhuma, não futucava na página de quase ninguém, não brincava de nada. Realmente, orkut nunca foi um grande passatempo pra mim.
Mas ontem, enquanto lavava louça…
Pausa pra um parênteses
(Gente!!! Que coisa triste é tirar férias pra ser dona de casa. Vou te contar, viu! Ontem passei uma pilha de roupa maior do que eu, lavei louça pacas… hoje, antes das oito da matina, já estava com almoço no fogo e lavando mais um monte de louça suja. Já varri a casa, coloquei roupa de cama pra lavar… NINGUÉM MERECE ISSO!!!! Vamos combinar que férias boas são aquelas em que você viaja, fica num hotel e só se preocupa em salgar as partes e dourar a virilha*)
Fim do parênteses.
… então. Ontem, enquanto lavava louça, sei lá porque fiquei pensando no meu orkut suicidado. Aí me lembrei de uma coisa que me deixava contente quando tinha aquilo lá: ver quem eram as pessoinhas que acessavam minha página.
Tinha um menino, em especial, que me deixava muito contente quando eu via o nominho dele lá na lista de quem tinha acessado. Esse moço é o mesmo dessa história aqui e, como já escrito no texto desse link – vai lá ler, vai! -, ele é um filho do coração que está longe. E toda vez que eu via que ele tinha visitado minha página do orkut, eu ficava feliz. E ia na página dele também, só pra ele ver meu nome lá depois de alguns dias. Aproveitava pra olhar os scraps e ver o que ele estava fazendo. Aliás, a tal viagem que ele fez do Rio à Paraíba pilotando sua Biz, acompanhei em sua página, que virou um tipo de diário de bordo.
Pois é… sem meu orkut, não dá pra me manter atualizada sobre a vida desse menino que amo tanto. Só às vezes, quando encontro com a mãe dele, tenho algumas notícias, mas, cês sabem como é, mãe é uma coisa desatualizada e por fora da vida dos filhos, o que significa que ela nunca tem muito o que me dizer. Enfim…
* by família Vitiello
