Hoje acabei de ler o romance Quando Nietzsche chorou. Confesso que me é difícil expressar como e com que intensidade as reflexões do Dr. Breuer sobre sua própria vida me tocaram. Talvez as semelhanças que vi entre esse personagem e eu sejam a explicação para o fenômeno. O certo é que estou emocionada.
Parece que também estou às voltas com um pensamento obsessivo. E, tal como Nietzsche perguntou a seu amigo Breuer, me pergunto: o que essa obsessão quer esconder? Em que evito pensar enquanto gasto energias com essa idéia fixa?
E todo meu ressentimento contra coisas aparentemente sem importância? Qual é a origem dele? Ou, como melhor concluíram os personagens do livro, o ideal seria perguntar: qual é o significado desse meu ressentimento?
No fim, me ficou a idéia de que a gente só é razoavelmente feliz quando encaramos nossa vida como fruto de nossa escolha. Nosso emprego, nosso estado civil, nossas crenças, nossa maneira de viver – ainda que nos tenham sido impostas pelas circunstâncias – têm que nos dar a sensação de escolha pessoal, de livre arbítrio. Precisamos da impressão de que só estamos nessa porque queremos e que, a qualquer momento, podemos mudar de vida e recomeçar do zero.
O que nos deixa infelizes não é, propriamente dito, a vida que a gente leva. Mas é saber que estamos imobilizados nela, sem chance de escapar. E só você tem culpa nisso… só você…

Eu assisti a peça desse livro!
Ainda quero ler o livro tb!
Mas tenho que dizer que sai com essa mesma certeza!
Mas vista com menos tristeza do que as suas palavras passaram… e sim mais alegria!
desde de sempre faço questão de escolher e re-escolher meu caminho em minhas convicções!
E isso me deixou feliz! De estar pelo menos fazendo uma coisa certa!
HEHEHEHEH
Bem, eu não li o livro e confesso que tenho alguns pés atrás com ele, mas do que vc escreveu, eu achei legal!
Concordo em grande parte sobre a questão da escolha, mas quanto a sentir o livre arbítrio, isso já confesso que tenho algumas dúvidas, mas elas ainda estão meio confusas na minha cabeça e não consigo nem explicar direito! Preciso, na verdade, pensar mais sobre isso, pra poder falar alguma coisa mais “compreensível”…
Bem, bjinhos procê, bom findi!
Ainda não lo o livro, mas assisti à peça de teatro!
É muito bom!
Então não dá mais pra falar que a culpa é dos nossos pais?
Meleca…
todos nós estamos as voltas com pensamentos obsessivos, sempre, linda!
por isso faço yôga! para domá-los, evitá-los, controlar o que penso, rs*……. nem sempre é possível, mas, ajuuuuuda que é uma beleza, rs*
ameeeeeeei esse livro quando li, já o filme é fraco, fraco
beijocas e bom feriado
MM.
Puxa, que post triste. Eu não li esse livro, mas vi a peça de teatro com meus amigos, e gostei bastante! Me deu vontade de conhecer mais sobre Nietzsche que, claro, foi com quem eu me identifiquei mais, hehehe!
Eu acho que escolhas e livre-arbítrio são quase ilusões, já que a própria vida é quem nos leva a ser e fazer coisas quase que automaticamente. Mas ter a sensação de ter escolhas realmente é importante, sejam elas reais ou não.
Beijo!
Clau, eu li esse livro há um ano mais ou menos, fiquei com depressão pós-parto, hahaha! Todo mundo é maluco, todo mundo tem neura, só tem que ter o bom senso e poder perceber o quanto essa neura atrapalha nossa vida, mas pra isso são necessários uns 30 anos de terapia, hahaha!