Conheça a vida selvagem: tenha filhos!

Olha, ser mãe é uma benção. Não tem alegria maior do que ver um filho se desenvolvendo, o primeiro sorriso, as primeiras palavras, os primeiros passos… A infância de uma criança traz emoções indescritíveis, uma após outra.
Aí, vem a adolescência e você passa a conhecer a vida selvagem. Não me entendam mal. Quando falo em “conhecer a vida selvagem”, não quer dizer que ter filhos adolescentes seja uma experiência ruim, nada disso! Você continua se maravilhando ao ver o desenvolvimento dos filhos, só que o negócio é mais punk: primeiras espinhas, primeiros pêlos pubianos, primeira ejaculação no lençol…
E eles ficam apaixonados! E eles têm que escolher qual faculdade vão cursar! E eles questionam tudo o que você fala! Tudo isso é muito rápido, muito mais rápido do que na infância.
Não preciso escrever nem uma linha além do que já foi escrito sobre as dificuldades da adolescência, tanto para os filhos como para os pais. É fase de mudança, descoberta, patati, patata. Só que, pelo menos no meu caso, está tendo um agravante: as mudanças que estão acontecendo em mim, comigo.
É… porque a adolescência de meus filhos coincidiram com a minha chegada aos 30 anos, no caso do primeiro filho, e aos 40 anos, no caso do segundo. E eu preciso escrever alguma coisa sobre a crise existêncial que isso é para uma mulher? Acho que também não preciso, né? Todo mundo já falou algo sobre isso. Pois é.
Então, você é obrigada a lidar com toda a insegurança, característica da adolescência, que seus filhos têm, engolindo a sua própria, já que você começa a se achar velha, feia, mal sucedida, sem possibilidades de recuperar o tempo perdido, e mimimi mimimi mimimi…
Com certeza, muito mais emoção do que qualquer safári na África.
Published in: on 22 novembro - 2005 at 3:00 pm  Deixe um comentário  

Ah, o Rio!

O Rio é lindo, né não? Gente, Rio de Janeiro com sol é imbatível! Tá, tem a violência, os bairros miseráveis, as ruas sujas… tem tudo isso mesmo. Mas, que orla é aquela? E a praça da Cinelândia, com os prédios do Teatro Municipal, da Biblioteca Nacional e da Câmara, sua arquitetura predominantemente francesa, tendo, ainda, a vista do Corcovado e do Pão de Açúcar? A Cinelândia é linda! Ah, gente, é lindo e pronto!
Andei de bicicleta no Aterro do Flamengo. Caramba, é tudo de bom! É divertido e de graça. Tão democrático! Afinal, mesmo que você não tenha uma bicicleta (ou patins, ou patinete, ou cachorro, ou bola, ou…), basta ir para lá dar uma caminhada; no meio de tanta gente, tanta criança, não tem como não ser contagiado por aquele clima alegre. O Aterro do Flamento é lindo também!
No Rio tem meu irmão, minha cunhada e minha sobrinha; tem o irmão do Marido e minha concunhada. Eles ficam tão felizes de nos terem por lá que dá até vontade de chorar ao lembrar como eles são hospitaleiros. Trabalham duro quase que de domingo a domingo, mas sabem se divertir e nos transmitem o prazer que têm com a vida.
No Rio tem conhecidos e amigos de longa data, que me viram praticamente criança; senhoras amigas de minha mãe que ainda apertam a minha bochecha e que dizem que sou a mesma menininha (dá uma vontade de acreditar). Elas me abraçam e me beijam estalado. Tão bom!
Andei de metrô. Há um tempão não pegava metrô. Um troço bobo, mas foi nostálgico. Lembrei da época em que ia pra Villa Lobos, carregando um violão que era quase do meu tamanho. Fiquei parada na plataforma, lembrando como era quando pegava metrô todo dia pra ir pro banco (é… já fui estagiária em banco). Lembrei da época em que eu não tinha do que lembrar, apenas planos e esperanças futuras.
Olha, foi muito bom! Demoro a ir ao Rio, o que é uma bobagem. Moro a 2 horas e meia, de carro, nem é tão longe. Tenho que voltar mais vezes.
Ps – Disse que postaria sobre um mico que paguei no Rio, mas… sem condições. Mico, na verdade, é uma história engraçada, um furo, uma saia justa, e o que aconteceu não foi nada disso. Então, não foi um mico. E ainda fico triste quando lembro. Fica pra próxima
Published in: on 18 novembro - 2005 at 3:30 pm  Deixe um comentário