Meg

Alguém aqui já conhecia a Meg? Do dia 14 de janeiro pra cá, Meg se tornou assunto recorrente em vários blogs.

Tomei conhecimento de Meg ao ler um post muito bonito no Ao Mirante, Nelson. Não entendi direito o que queria dizer, mas vi que era uma homenagem. Pouco tempo depois, talvez até no mesmo dia, não lembro, li outro post, agora no blog de Cíntia, mulher de Nelson, externando sua tristeza pela morte de Meg. E, se não me engano, li mais um outro texto lamentando essa morte, só que não sei mais onde foi.

Pelo que pude perceber, Meg era uma blogueira das antigas, dona do Sub Rosa, e muito querida dos blogueiros de primeira geração. Em algum desses posts-homenagens tinha o link pro Sub Rosa e cheguei a ler uma coisa ou outra. Ainda pensei: “poxa, depois que a moça morre é que eu fico conhecendo o blog… agora é tarde.”.

Só que ontem fiquei sabendo que Meg não morreu. É, gente, não morreu. A Alê Félix até brincou um pouco com isso, mas foi no blog do Inagaki que fiquei sabendo do causo de forma mais detalhada. E aí é que veio a minha bolação.

Meg forjou sua própria morte para a blogosfera. Os motivos? Bom, de que importa os motivos?

Só é interessante dizer que não foi uma brincadeira, pois, pelo jeito, ela fez isso porque realmente queria que pensassem que estava morta. Mas, com sua atitude, Meg primeiro deixou muitos sinceramente tristes, alguns desolados até. E num segundo momento, suscitou a indignação de outros tantos.

Tá… a pergunta agora é: já que eu nem sabia da existência dessa pessoa, por que o que ela fez me deixou tão tocada? É justamente isso que venho me perguntando desde ontem. Fiquei super impressionada com essa história, mas não conseguia entender direito o porquê.

E hoje, no carro – meu lugar de meditação profunda – a caminho do trabalho, pude analisar o que se passava no meu íntimo, o motivo de ter ficado tão… tão… meu Deus, nem sei que palavra usar! Vou repetir a palavra “impressionada”. Então insiram depois do “tão” a palavra “impressionada”.

Fiquei impressionada porque, como Meg, também fiz muitos amigos por intermédio do blog. E, sei lá, pode ser que eu seja uma pessoa que se apega muito, mas, poxa vida, sinto saudade de gente que nunca vi, gente que, no melhor dos casos, só falei por telefone. Tive a alegria de encontrar pessoalmente com alguns poucos blogueiros e, pra minha sorte, todos já tinham tomado um pedação do meu coração antes desse primeiro encontr, mas a maioria desses meus amigos é apenas virtual.

Aí me dei conta de quanto a gente pode ser atingido nesse mundo estranho da rede. Me lembrei, por exemplo, de como fiquei triste e preocupada quando Pogodom resolveu sumir da internet. Eu pensava: “Meu Deus! Mas é só nesse ambiente virtual que encontro esse menino! E agora?”.

Claro que pensei também no Karateca, ai, meu irmão, que, putz, já era, acabou o contato, acabou a ligação, só não acabou o sentimento que tenho por ele.

Pensei em quantos me são tão caros e que me dispensam tanto carinho. Pessoas que se mostram realmente amigas: a Eva, Rô, Poeta, o Thi, Aninha P., Vina – que nunca nem ouvi a voz, esse é virtual meeesssmoooo! – Bodas, Tico, são tantos! Eles me ouvem pacientemente. Tá doido, como eles aguentam?!?!?

Depois me veio à mente que eu me deixo envolver fácil com gente que não merece, mas que, em pouco tempo, vira parte da minha vida. Isso não pode ser assim! Olha… fiquei com pena de mim. Me senti uma bocó, mais uma vez tendo a certeza que não sei avaliar quem e o que é mesmo importante.

De qualquer maneira, como sói acontecer toda vez que sinto pena de mim, tratei de me dar um fora e parar de frescura. Ainda estou perplexa, mas quero mesmo me situar melhor nesse mundo de amigos nunca vistos e textos. Sim, sim… é tudo muito estranho, muito estranho.

Published in: on 30 janeiro - 2007 at 8:00 pm  Comments (19)  

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19 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Já vi gente se preocupar com o que aconteceria com o blog caso a pessoa partisse. Já li muitos blogs de pessoas que nunca souberam que eu estive lá e alguns pararam de ser escritos, outros foram apagados subitamente. Nunca me perguntei o que aconteceu com essas pessoas, mas eu acompanhava a vida delas… realmente é uma sensação estranha!

    Eu me preocupo em como avisar pra amigos virtuais, caso aconteça alguma coisa comigo subitamente. É muito doido isso.

  2. Ah clau…a noção de distância pode ser relativizada neste caso(lembra da carta?). Quando falo contigo, sempre te sinto bem perto, mesmo estando longe…

    Você está perto de mim, porque está dentro do meu coração.

    Um grande beijo minha amiga.
    Te amo muito

  3. Oi amiguinha.
    Sempre sinto um aperto no peito quando alguém tá se despedindo desse nosso mundo que tanto bem nos faz.

    É… e esse é o primeiro caso de suicídio virtual que eu já ouvi falar.

    Não te esqueci não viu?
    Um grande beijo

  4. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Quer dizer q a Meg não morreu!

    Qse fiz um post pra ela, olha só…

    Q engraçado isso.

    É uma boa notícia, apesar de tudo, não é?

    Bem, Mamy, seu post me tocou profundamente. Tu és fueda, muito fueda…

    Poxa… vocês é que são terrivelmente especiais pra mim.

    Parabéns

  5. Não deixo vc ouvir minha voz, pq senão vc apaixona. E a Carol não ia gostar disso… rs

    Bobagem, meu querido, porque já sou apaixonada por você faz tempo. Agora já era! Hahahahahahhaa…

  6. Agora quem ficou indignada fui eu!!!
    Li algumas declarações nos blogs quando a dita cuja tinha “morrido”. Fiquei tocada pelo teor sentimental das mensagens. As pessoas pareciam gostar muito dela e até tinham se tornado dependentes dela.
    Custava dizer que não queria mais fazer parte do mundo virtual? Precisava desse mi-mi-mizão!!?!?
    Criaturas…

    Olha… não sei se nos cabe a indignação. A moça é doente e de uma doença estranha, que realmente nos faz agir de forma estranha. Não é só um mimimi…

    *saudade*

    Muita saudade também, maninha… será possível que a gente não se encontra mais?!?!?

  7. Não sabia dessa história da Meg. Bom, ela deve ter seus motivos…

    E esse mundo virtual é realmente sem explicação. Já me presenteou com grandes amigos, pessoas que eu lembro sempre, que peço pra Deus abençoar, que quero tãããão bem! Como vc, Mamy!

    Sim, sim, a gente encontra muita gente boa mesmo.

    Bjos!

  8. Eu não a conhecia pelo blog, mas no dia da ‘notícia’ eu fiquei sabendo por um blog do Uol.

    No começo da semana eu li num outro blog que não era verdade. Ah, mesmo sem saber o porquê, de todo jeito foi uma brincadeira de mau gosto (no mínimo…).

    Pois é… não dá pra saber os motivos… quem sabe o que aconteceu, não conta.

    E eu também acho que os amigos que eu fiz pelo blog acabam tendo uma importância tão grande quanto os do ‘mundo real’. Cada pessoa que vai lá, comenta, dá uma opinião ou até discorda… eu respeito como se fosse qualquer pessoa aqui na minha frente, falando. A diferença é que a gente pode estar na mesma cidade ou em estados diferentes.

    É assim que sinto também.

    ;(

    Beeeijo, mamy! Cê sabe que te gosto muitãããão, né?

    Ai, meu querido, também gosto demais de você! Meu filhote virtual bombadinho! Hahahahahaha…

    🙂

  9. Caramba! Que situação! Como é que a mulher faz uma coisa dessas!
    Criamos laços de amizade virtual e qualquer notícia ruim nos afeta!

    Algumas nos afetam como um soco no estômago.

    Não fiquei sabendo desse caso, não…

    Se você passear pelos links do post, vai ter uma idéia melhor do assunto.

    Beijos

  10. Isso também me afetou profundamente. Eu tambem nunca tinha visitado o blog da Meg.

    Mas, como falei lá no LV da Fal, tudo rodou na minha cabeça. A falsa morte da Meg, a proximidade dela, o fato dela ser professora na faculdade do meu namorado. A noção que o meu conceito de amor e confiança mudou radicalmente depois daqueles estranhos acontecimentos entre dezembro e março de 2006.

    Gente! É mesmo! Ela é professora na universidade dele!.

    Eu perdi amigos reais por causa de pancadaria virtual. Eu briguei em caixa de comentário. E a minha cabeça rodou, por eu ter repentinamente descoberto que não sei qual o limite do meu virtual e do meu real.

    E esse limite existe? Não consigo identificar isso na minha vida.

    Não uso máscaras na internet, mas talvez o ato de pensar e redigir algo seja um filtro, e a essência da pessoa fique meio camuflada.

    No meu caso é um super filtro. Acho que você deve ter idéia de quantas vezes leio e releio um texto antes de publicá-lo.

    E isso me deu muito medo. Não medo de confiar nos outros, pois isso é o oposto da minha filosofia de vida. Mas o medo de ser humana, esse bicho frágil, complicado e cheio de necessidades delicadas. Medo de não conseguir amar com esse amor que vi o Inagaki demonstrando pela Meg [leia o post dele, Inagaki se comportou como um príncipe, inclusive nas respostas aos comentários].

    Eu li o post do Inagaki… só não tinha linkado ainda porque, misteriosamente, o blog dele não abre no PC da minha casa.

    Porque o amor, amor MESMO, não fica pensando “ia ser tão legal se fulano fosse/agisse desse jeito”. E você sabe, Cláu, você sabe que o meu maior erro sempre foi esse. Não admitir que as pessoas amadas possuem vontade própria, um tempo pessoal de lidar com os fatos.

    Hum… sei que isso é difícil pra você… ai… cada vez que leio esse parágrafo, me emociono… e olha que já o li várias vezes…

    Depois dos maremotos amorosos que passei[te contei enquanto você esteve aqui], me veio esse noção. Do amor que simplesmente tem força pra SER. Sem complemento verbal, o AMAR verbo intransitivo que até sabe dos defeitos, mas não liga; até sofre com as atitudes, mas perdoa; até se enrola nas mentiras, mas esclarece e abraça.

    Graças a Deus que é assim.

    Amar assim é para fortes. E ser forte enquanto se é Menin@, ser forte quando a pessoa se sabe cheia de defeitos violentos, rudes e invasivos, ser forte quando a única solução aparente é chorar no travesseiro, não é simples. A tentativa de ser forte há algum tempo tem me deixado cansada, e eu continuo, continuo, continuo, tentando fazer o que o Barbudinho falou. Aquele lance de perdoar os que têm ofendido como eu quero ser perdoada pelas ofensas que fiz, saca?

    Barbudinho sabe das coisas, e é com ele que eu me pego quando a coisa fica aquele cinza-espelho.

    Menin@, se você não é uma “forte”, quem mais o é? Te adoro, te adoro.

    [Desculpa a viagem na maionese. Mas a vantagem de ter amigos é que eles estão em ressonância com seus pensamentos, mesmo os mais escuros. Sei que você vai entender; melhor ainda, sei que sentiu o mesmo que eu. ]

    Acho que é exatamente por isso que esse teu texto me deixou assim… tão tocada…

  11. Nossa, fiz um post.

    Hehehehe… enriqueceu meu blog.🙂

  12. O.o… Menina Eva, curti demais seu comentário-post!

    Essa Menin@ é batuta, Má! Batuta!

    Abração!

  13. Sei lá Clau…
    Desde de que eu começei a mexer com a internet…(97)
    Eu sempre tive amigos virtuais… E talvez por isso ache normnal.
    É muito bom ler, se envonver e conversar com pessoas inteligentes!
    E a internet é uma maneira simples de encontra-las!

    É… a gente encontra muita gente boa, principalmente na blogosfera… já até escrevi sobre isso… acho que vou republicar o texto aqui.

    Valeu pela citação!😀
    Pode estar certa que a reciproca é verdadeira!

    Amigo, só falta a gente se encontrar! E esse ano isso vai acontecer!!! Quero muito abraçar você e Má.

  14. Apesar da gente raramente conversa minha irmã, o sentimento aqui também não diminuiu não. Sinto saudade daqueles tempos de msn, dos djanelóns e tudo mais. sinto falta mesmo…

    Te amo, meu irmão, te amo… a saudade até dói…

  15. Caramba, que coisa! Também não sabia do caso. E você não é a única que se preocupa com os amigos virtuais Clau, eu também sou assim. É como o Bodas falou, a gente cria laços, conversa com pessoas inteligentes, nos apegamos.

    Laços fortes… laços muito fortes…

    A Internet nos permite viajar pelo mundo e nos “aproximar” de muitas pessoas.
    Beijão!

  16. Tudo bem que foi besteira ter sumido da net, e talvez tenha me doído tanto quanto doeu nos outros…

    Foi o que você achou certo pro momento, Pogodom, a gente não tem nada que julgar…

    agora, chegar a realmente forjar a própria morte, daí é uma idiotice sem tamanho!

    Ah… como afirmar isso?!? Só sentando em cima de nosso próprio rabo, infelizmente.

    Por essas e outras que eu costumo bater de frente com blogstars.

    Hahahaha… que “costume” engraçado!

    O único que eu me lembro de ter gostado mesmo de conversar é com o Marmota! Me pergunto se ele ainda se lembra de mim! Hehehe!

    Você devia deixar um comentário lá no blog dele, avisando que voltou a postar. Ele gostava muito do que você publicava.

    Abraço, Clau!

  17. wow…
    olha…eu tb, cara..sou como você…
    e é ruim pensar nessas coisa, né?
    Qdo eu operei e vc me ligou, senti uma coisa mó doida, como se te conhecesse ha anos!!!!!!!!!
    e às vezes passo na rua e vejo uma loja e penso: nossa, isso é a cara da clau, mesmo nunca tendo visto sua ‘cara’ ao vivo…

    Hahahahahahah!

    quem sabe um dia…
    tomara que chegue logo…

    Tomara!!! Tomara que seja ainda esse ano!

  18. […] pensei: “poxa, depois que a moça morre é que eu fico conhecendo o blog… agora é tarde.”. MEG – É a mãe! Is there someone here who knew Meg? From January 14th until now, Meg has become the […]

    Meu Deus, o que é isso?!?!?!?

  19. maluquice de história, vai dizer?

    Ó! Maluca sou eu… isso aí, nem sei o que dizer…


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