Coisa estranha

Esses dias li numa caixinha de comentários de algum blog por aí o depoimento de uma mulher que manteve contato virtual com um homem maravilhoso – inteligente, culto, jornalista que trabalhava nos EUA – por mais de ano, que chegou a receber presentes “Made in Usa” do jornalista, trocas de emails mil, trocas de fotos, todas essas coisas. Só que, quando marcaram um encontro, ela descobriu que o tal homem era, na verdade, uma mulher.

Pois é…

Agora tem mais o causo de uma amiga. Vou contar. Mas com algumas modificações significativas no enredo e sem mencionar nomes pra proteger os envolvidos… sacumé, né? A essência da situação será preservada. Então, tomem a história como uma fábula, ok? Valeu!

A moça é blogueira e, nesses entra-e-sai de blog, ela conheceu um blogueiro. Passaram a comentar um o blog do outro – normal. Daí viraram contato de MSN – normalíssimo. E, como muitas vezes acontece, descobriram afinidades, gostos em comum, essas coisitas básicas. Super normal.

E o blogueiro contava a vida dele pra blogueira. A blogueira falava de suas coisas pro blogueiro. E eles foram ficando amigos. É sempre assim, né? É sim. Nada demais. Só que a moça começou a achar estranho, porque percebeu algumas incongruências nas conversas do moço.

Por exemplo, o moço parecia que nunca acertava o nome do próprio filho. Filho único… isso não é muito normal, né? Não, não é. Também, por mais que se empenhasse, ela nunca conseguia o número de telefone do sujeito. Tudo bem, a gente não sai por aí distribuindo nosso número de telefone a torto e a direito, mas, pela experiência que ela tinha com outras amizades virtuais, já era tempo para uma troca de telefones. Só que o moço era hermético quanto a isso, ela não via chance.

O blogueiro começou a entrar em contradição também quanto a seu trabalho, sua função, coisas pequenas… mas a blogueira é detalhista e prestou atenção nisso também.

Aí a moça teve uma idéia.

Ligou pra empresa que o moço disse que trabalhava e, nada surpresa, constatou que ninguém o conhecia por lá. Pelo menos não conheciam ninguém com o nome que o blogueiro disse ter, porque, a essas alturas dos acontecimentos, nem o nome minha amiga tem certeza de ser verdadeiro. E minha amiga ficou muito triste.

E eu também fiquei triste com essa história. Porque é muito chato confiar em alguém e, aos poucos, ver que essa confiança foi mal aplicada, que a gente se enganou com a pessoa.

Mas… é uma fábula, né? Então tem que ter “moral da história”. E a moral é essa:

Mantenhamos nossas pulgas atrás da orelha, irmãos, porque elas estão em ótimo lugar. Oremos!

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Published in: on 9 fevereiro - 2007 at 12:21 am  Comments (22)