Noção zero

Minha mãe é sem noção. Sim, sim, este blog até nasceu com o propósito de ser um espaço pra eu colocar as doideiras que passo com ela em nosso convívio diário.

Anteontem, por exemplo, aconteceu algo do tipo que ela sempre faz. Sintam só.

Fiquei no computador até mais de meia-noite. Esse negócio de dormir a tarde toda me deixa meio sem sono, não sei porque. Marido e filhos já estavam dormindo e pensei que minha mãe também estava.

Muito calor. Então fui tomar um banho. É bom tomar banho quando a casa toda já está quieta, sei lá, costumo ficar um tempão debaixo do chuveiro, passo sabonete esfoliante, cutuco as cutículas, passo cremes… Muito bom.

Durante o banho foi me dando a idéia de “atacar” Marido. Sim, sim, nada muito sutil, tipo pular em cima dele mesmo, do jeito que eu estava. Saí do banheiro – que fica no meu quarto – enrolada na toalha e…

… dei de cara com a minha mãe! Isso mesmo!!! Mamãzita estava no meu quarto, às 00:50 horas, me esperando sair do banheiro. É porque ela queria emprestado meu alicate de unha. Pois é…

Aí contei isso pra algumas amigas. E descobri que ter mãe sem noção não é privilégio meu. Todas elas tinham uma história parecida pra contar. Talvez eu tenha mais história porque só eu tenho minha mãe morando comigo. Mas ninguém escapa.

E eu pensei: caraca, também sou mãe; logo, também sou sem noção. É claro que meu primeiro impulso é pedir a Deus que me livre dessa falta de noção característica das mães, mas, fala sério, acho que é pedir algo comparável a transformar a água em vinho.

A verdade é que quero ser uma mãe completa. Aquela mãe que vê seus rebentos como bebês pro resto da vida. Não quero mudar essa regra, porque ela dá certo! Afinal, é por causa dessa peculiaridade que as mães são tão especiais. Tudo bem, é por isso também que as mães entram em nossos quartos às dez pra uma da manhã (afinal, bebês não transam com os maridos), mas, poxa, pelo menos alguém tem que ver a gente como um serzinho inofensivo que precisa de proteção.

E esse último parágrafo me lembrou um texto lindo que a Patrícia postou no Cintaliga. É esse tipo de mãe que quero ser mesmo.

Published in: on 28 abril - 2007 at 7:56 pm  Comments (21)  

A caminho de Visconde de Mauá

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Published in: on 27 abril - 2007 at 1:05 am  Comments (18)