:-S

Já aconteceu de você estar desabafando algum problema, falando de seus sentimentos mais íntimos com alguém, e sentir que a pessoa que está de ouvindo demonstra ar de impaciência?

Ou já aconteceu de você estar falando sobre seus gostos e desgostos e seu interlocutor mudar de assunto bruscamente, do nada? Ou, pior ainda, começar a falar com outra pessoa sobre alguma coisa que não tem nada a ver?

Já percebeu como é difícil ter alguém que preste atenção nos seus sentimentos? Como é raro que alguém realmente se interesse em ouvir o que você pensa?

E quando a pessoa com quem você está falando está com os olhos pregados em você, mas, se for preciso, não conseguirá repetir uma única palavra do que lhe foi dito? Já passou por isso?

Published in: on 31 julho - 2007 at 12:04 pm  Comments (27)  

Ai, ai, ai…

Quando eu era menina e ficava triste por algum motivo, era contrariada ou coisa parecida, me lembro que ia pra cama e começava a cantar “eeeeu sou rebelde porque o mundo quis assiiiim… porque nunca me trataram com amooooorrrr…” e lá ia eu, sentindo pena de mim mesma.

Na altura do refrão – “eu queria seeerr como uma criançaaaa, cheia de esperaaança e feliiiiiz…” – eu já estava aos prantos, me sentindo a mais sofredora das criaturas na face da Terra. Soluçava alto, agarrada ao travesseiro. Imagina se eu fazia drama, né?

Mas, de verdade, já naquela época, não tinha muita vocação pra tristeza não. Essa minha auto-comiseração durava o tempo da música, ou menos ainda. Aliás, o normal era eu dormir antes de acabar a canção. E no dia seguinte já estava boazinha, feliz, feliz.

E olha que eu acho bonito essa coisa de melancolia. É tão chique a pessoa ser assim meio sorumbática, taciturna. Putz, mas sou uma riso frouxo, tô sempre com os dentes amostra, insana. Qualquer bobagem me faz gargalhar.

Há uns tempos encontrei um amigo que é super sério. A gente foi tomar um café juntos. Eu toda feliz, rindo à toa, porque estava ali com meu amigo. Ele também estava feliz, eu sei. Mas ele não sorria. A gente conversou pacas, ele contou muita coisa. Ele falava e eu ria. Só eu ria. No final, já estava me sentindo uma débil. Meio patético.

Tudo bem. É uma coisa boa ser alegre, não é? Pois é…

Published in: on 29 julho - 2007 at 12:45 am  Comments (18)