Trabalho em grupo

Lyra diz:

agora eles estão tocando violão…


Bombadinho diz:

e o trabalho, que é bom… naaadaaa

 

Lyra diz:

cara… eu não entendo mais esses trabalhos de colégio

no meeeuuu tempo

a gente tinha que pegar cartolina, cola, tesoura, revista velha e enciclopédias barsa pra fazer um trabalho

agora eles filmam o trabalho… fazem um teatrinho tosco e apresentam pra turma

 

Bombadinho diz:

no meu tempo, também! existiam até bibliotecas!

Lyra diz:

o trabalho da vez é sobre violência contra a mulher

então eles vestiram um menino de mulher e começaram a bater nele

 

 

Bombadinho diz:

tou vendo o muleque chegando todo roxo em casa

 

Lyra diz:

derramaram ketchup no garoto pra fingir que era sangue… agora ele está tomando banho

acho que mataram a mulher…

Published in: on 4 março - 2009 at 3:25 am  Comments (4)  

Corre!

Então, menina… sábado combinei de sair com duas amigas.

Aí que a gente foi pra Penedo, pra um barzinho da moda. Tão da moda que, chegando lá, descobrimos que não tinha mais mesa. E estava chovendo fininho, nem dava pra ficar na parte externa do bar… ai, que saco, viu! Mas é que a gente chegou depois das onze da noite e, realmente, o barzinho é dá moda… tinha que estar lotado.

E enquanto a gente decidia qual rumo tomar, vi um amigo passando de carro. Aliás, foi a Rô que me mostrou o Emerson passando. E resolvi ligar pra ele… perguntar pra onde ele estava indo ou pedir uma sugestão… quem sabe, né?

Então peguei o celular e dei uma virada charmosa pro lado, daquelas viradas que o cabelo voa… fica bonito, hahahahahahahaha…

Só que bem na frente do tal barzinho da moda, como parte da decoração, tem duas tochas acesas, daquelas tochas de jardim, sabe como? Mas as tochas estavam enfiadas nuns cones de plásticos, iguais àqueles cones da polícia rodoviária. E eu tropecei naquela merda!

A tocha caiu em cima do carro que estava parado ali, melecando todo o capô com querosene. Ainda bem que a tocha apagou… já pensou se pega fogo no carro?!?!? Nessa hora, o segurança do bar, um negão de dois metros de altura, veio correndo e gritando “olha só o que vocês fizeram!”, “o dono do carro vai me matar!” etc, etc, etc…

Ainda argumentei educadamente com o segurança, dizendo algo como “essa porra é que não devia estar aqui”, mas o cara nem me ouvia. Ficou repetindo que o dono do carro tinha o maior xodó com o dito cujo, que o querosene ia manchar a lataria, que o cara ia matar, esfolar, esquartejar blábláblá…

Cara… o que é que a gente podia fazer? A gente saiu correndo, né? Saímos correndo pra não voltar mais… fala sério…

Published in: on 18 fevereiro - 2009 at 11:53 pm  Comments (3)