Voltei a trabalhar, gente

Ontem. Voltei ontem. De cara, tivemos uma audiência com um menino de 15 anos que matou um homem por causa de briga sobre linha de pipa. Pois é… motivo bom pra se matar um homem.

Mas fiquei contente de voltar a trabalhar. Aqui na minha terra só chove – bom, hoje está sol – e eu não tinha mesmo mais nada a fazer, além de comer e dormir. Então, acho que já estava na hora mesmo.

Tenho lido muito. Coisas boas e coisas chinfrins. Li um romance do Luis Fernando Veríssimo, A Décima Segunda Noite, e o cara é mesmo gênio. O livro é inspirado em uma comédia de Shakespeare e eu sempre adoro o que o LFV escreve.

Estou na metade da edição de contos completos da Virgínia Woolf, mas parei pra ler três outros livros, sendo que só um deles vale a pena, menos pelo estilo do que pela história. O livro se chama Evelyn e conta a história de um pai de família na Irlanda da década de 50 que luta na justiça pra ter a guarda de seus filhos, internados em orfanatos depois que a mãe fugiu com o amante. Evelyn é a filha mais velha de tal homem e ela mesma é a escritora. Sim, sim, é “fato verídico” -expressão idiota essa, já que, se é fato, só pode ser verídico.

Estou me sentindo ligeiramente oca. É estranho. Aquela coisa de não estar nem feliz e nem triste, sabe como? Mas tenho momentos alegres, muitos momentos alegres. Pois é… tá valendo.

Published in: on 8 janeiro - 2009 at 11:33 am  Comments (5)  

Voltei do mercado

Escrever é muito bom. Escrever é muito bom mesmo.

Mas não me contento em apenas escrever. Quero que alguém leia. Então, muitas das vezes escrevo aqui no blog. Como estou fazendo agora.

Só que tem coisa que não dá pra colocar aqui. Muita exposição. Isso não é bom. Mas a vontade de que alguém leia tanta intimidade colocada por escrito ainda existe.

Então a gente manda um email. Email é bom, pois é carta. Eletrônica, mas é carta.  E é bom porque aquele sentimento oculto, só seu, pode ser partilhado com aquela determinada pessoa, alguém que você conhece, que te conhece e você pode até imaginar que está conversando, só que sem apartes imbecis ou olhares perdidos de desinteresse. Você pode imaginar a pessoa te dando atenção.

Hoje fiz isso. Cara… hoje pensei que não ia dar. Que eu não ia conseguir segurar a tristeza, que não ia evitar que todo mundo no trabalho me visse chorando. Quer lugar pior pra se chorar do que no trabalho? Chorar na frente do chefe? Que horror, que horror! De qualquer maneira, chorei. Um pouco, né? Porque fiquei tentando me controlar, olhando pra cima, respirando fundo, abrindo a boca. Mas as lágrimas insistiam. Eu estava mesmo muito triste.

Foi aí que me deu a idéia de mandar um email pra alguém, contando o que estava sentindo. Bom… pra dizer a verdade, mandei vários emails pra um amigo, vários, porque a gente faz o email lá do trabalho de MSN. Vira conversa de verdade. Mas também mandei um email só pra outro amigo. Um email enorme! Carta-testamento quase. Um amigo recente, que me conhece muito pouco, mas é amigo. E, se ele for legal como espero que seja, depois desse email vai ter sabido algumas coisinhas de mim. Bobagem. Se ele não tiver percepção pra entender alguma coisa da minha personalidade por conta do que escrevi pra ele, isso não quer dizer que ele não é legal. Claro que não. Bobagem mesmo.

É que as pessoas são muito desatentas. Só isso.

Published in: on 14 novembro - 2008 at 8:56 pm  Comments (9)